Vaticano ordena julgamento de mordomo do papa por vazar documentos

13/08/2012 11:15Nenhum comentáriovisualizações:
 
Paolo Gabriele será julgado por roubo qualificado; outro funcionário do Vaticano, especialista em computação, é acusado de ser cúmplice  
O Vaticano ordenou nesta segunda-feira que o mordomo do papa Bento 16 seja julgado por um escândalo de vazamento de documentos oficiais . Paolo Gabriele enfrentará a acusação de roubo qualificado, enquanto um especialista em computação que trabalhava no vaticano, identificado como Claudio Sciarpelletti, será julgado por cumplicidade.   Os documentos vazados alegam corrupção na concessão de projetos de infraestrutura e uma luta de poder entre grupos rivais de cardeais, os chamados “príncipes da Igreja”.   O Vaticano prometeu um julgamento público, mas não marcou data para a primeira audiência. O tribunal do Vaticano retorna do recesso de verão em 20 de setembro.   De acordo com o juiz Piero Antonio Bonnet, não há evidência suficiente para indiciar Sciarpelletti por roubo. O escritório dele foi vasculhado pela polícia em 24 de maio, um dia depois de Gabriele ser preso . O técnico em informática passou uma noite na prisão, mas foi libertado.   Gabriele, que é casado e mora no Vaticano, ficou na prisão durante semanas, mas depois foi levado para casa, onde cumpre prisão domiciliar. Se for condenado, ele pode receber uma sentença de um a seis anos.   O escândalo representa uma das maiores quebras de confiança e segurança para a Santa Sé recentemente, considerando-se que um significativa número de documentos da própria mesa de trabalho do papa foram vazados para um jornalista investigativo. O Vaticano denunciou os vazamentos como criminosos e imorais e abriu um investigação para descobrir os responsáveis.   As motivações para os vazamentos permanecem não claras: alguns comentaristas dizem que parecem der o objetivo de desacreditar o número 2 do papa, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone. Outros dizem que visam a minar os esforços do Vaticano de se tornar mais transparente financeiramente, enquanto outros dizem querer mostrar a fraqueza de Bento 16, de 85 anos, em gerenciar a Igreja Católica.   Com AP iG São Paulo

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